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sábado, maio 03, 2008

constatação #36

contradizer-me dá-me a segurança de que atingi a verdade possível.
agostinho da silva, filósofo português, 1906-1994

sábado, abril 14, 2007

do inconformismo

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“do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu, do que todos os acertos se eles foram meus, não são seus. se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. é possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura, já o pensamento lhe pertence. são meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.”

agostinho da silva

imagem, graffiti entre campolide e amoreiras

do pensamento

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"não me preocupa, no que penso, nem a originalidade nem a coerência. quanto à primeira, tudo aquilo com que concordo passa a ser meu, ou já meu era e ainda se me não tinha revelado. a minha originalidade está só, porventura, na digestão que faço. pelo que respeita à coerência, bem me rala; o que penso ou escrevo hoje é do eu de hoje; o de amanhã é livre de, a partir de hoje, ter sua trajectória própria e sua meta particular. mas, se quiserem pôr-me assinatura que notário reconheça, dirão que tenho a coerência do incoerente e a originalidade de não me importar nada com isso."

agostinho da silva

imagem, graffitti entre campolide e amoreiras