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quinta-feira, dezembro 24, 2009

mensagem

feliz natal a quem ainda passa por aqui.


(fotografias de nélio filipe)

domingo, dezembro 07, 2008

a touch of christmas

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fotografia de nélio filipe

here we go again... [suspiro profundo]

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sábado, dezembro 29, 2007

se não os podes vencer, junta-te a eles

é inútil tentar fugir à onda de "os melhores do ano" que invade nesta altura tudo o que é veículo de comunicação, blogosfera incluída. todas a gente tem as suas listas preparadas. o und3rblog também. para já, as melhores árvores de natal deste ano.
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frank visser, via bibliotecário de babel



filipe abranches, via citizen mary

segunda-feira, dezembro 24, 2007

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bem me parecia que o velhinho não era de confiança...

feliz natal!

domingo, dezembro 23, 2007

a mais antiga celebração do mundo



solstício de inverno. talvez a principal razão para o cristianismo ter fixado a data do nascimento de jesus no início do inverno. a verdade histórica aponta para outras épocas do ano, nunca para dezembro. a origem dos ritos pagãos ligados ao solstício perde-se nos primórdios da humanidade. estas coisas fascinam-me.

sábado, dezembro 22, 2007

da vida das árvores #6

foto de babou, dezembro 2005, praga

gente vulgar

IV

desde a mais tenra infância, paula evidenciou um pendor especial para o perfeccionismo. uma carreira académica brilhante, um esmero na sua imagem e uma eficácia invulgar em todos os pormenores conduziram-na a um lugar de topo na administração de uma grande empresa. tradicionalista e conservadora, cuidava de todos os pormenores da sua vida de modo a que nada falhasse. chegada a casa, estenuada, deixou-se cair na chaise-longue. tinha sido azar a sua empregada adoecer em vésperas de natal, tendo ela própria que fazer as compras para a consoada. por momentos relembrou a luta. relembrou a imagem da última couve portuguesa que restava no hipermercado em trânsito entre o expositor e o carrinho de outra cliente, a breve troca de palavras com a outra senhora, a recusa da outra em lhe ceder a couve, o saco de plástico que continha a couve a esticar-se e a rasgar-se puxado pelas duas, a couve a rebolar pelo chão, as duas jogando-se ao chão para apanharem a couve, a intervenção dos funcionários do estabelecimento. fazendo uso do seu famoso poder de argumentação conseguira convencê-los de que tinha sido ela a primeira a pegar na couve e a outra a tentar roubar-lha. olhou, vitoriosa, as folhas de couve que saiam para fora do saco de plástico que jazia a seus pés. agora sim, o seu natal iria ser perfeito.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

quarta-feira, dezembro 12, 2007

somos uma espécie admirável

sempre vivi este dilema entre o encanto e o desencanto com o bicho-homem, a sua essência, o seu ser biológico, capaz do melhor e do pior. acabámos por criar complexas redes de organização em grupo, tribos que se entrelaçam com outras tribos, que partilham o habitat embora não partilhem muitos dos comportamentos. uma verdadeira inovação biológica. tão complexa é a nossa organização em grupos, e tão interdependente, que os grandes agrupamentos humanos contêm verdadeiras tensões em relação ao rumo do todo e ao (des)equilíbrio de forças entre tendências opostas ou transversais. o sistema, no fundo, somos nós todos, ninguém o controla, ninguém o define. segue o percurso resultante da soma de todos os vectores individuais. pode parecer estranho, mas isto vem a propósito do natal. ou melhor será dizer: isto vem também a propósito do natal. o mesmo encanto e o mesmo desencanto que referi acima. talvez poucos pensem nisso, mas esta é uma época de verdade, com inspiração nos sentimentos mais nobres e mais elevados de que somos capazes enquanto espécie. jesus, o homem que realmente existiu, que nasceu mais coisa menos coisa há pouco mais de dois mil anos, era um homem bom, justo, verdadeiro, conhecedor da nossa essência. sabia que para continuarmos a viver em grupo temos que domar o predador que há em nós. e nós somos uma espécie auto-predatória, uma das únicas de que há registo. jesus, dizia eu, passou à história como símbolo dos sentimentos mais puros e mais nobres de que somos capazes. e das acções também. é isto que deviamos estar a celebrar agora. o nosso lado mais luminoso, a inspiração que faz com que persigamos ideais de justeza, de solidariedade, de futuro partilhado. hoje não me vou queixar de todos os absurdos da realidade e não vou dizer o que está mal nesta maneira que engendrámos para festejar o natal. nem vou protestar contra os contornos quase pornográficos do apelo ao consumo desenfreado. quero continuar a sentir a magia infantil que olha para as luzes espalhadas pelas ruas das cidades com fascínio absoluto. somos, realmente, uma espécie admirável.

sábado, dezembro 01, 2007

kual krise?

isto é um resmungo. acabado de chegar do supermercado e de ver o meu povo comemorando o dia da restauração da independência e o mundial de luta contra a s.i.d.a., em família, compulsivamente consumindo, com aquele brilho alienado estampado nas pupilas. crise, qual quê? só se for de valores.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

only at christmas tim3

para quem gosta de se deixar embalar pela magia do natal, mesmo tendo consciência do estado deplorável em que estão muitos aspectos da nossa vivência colectiva enquanto espécie pensante e dominante. para quem gosta de voltar à inocência da infância. para quem fica hipnotizado pelas luzes intermitentes das árvores e dos presépios. para quem enche a casa de velas. para quem consegue ver para além da crueza da realidade e se desmultiplica em sonhos e utopias.



sufjan stevens: only at christmas time

terça-feira, dezembro 19, 2006

f3br3 de consumo

era o que eu suspeitava. está tudo louco a comprar, comprar, comprar. para consumidores compulsivos, o pimenta negra publicou ontem um inquérito que começa por fazer sorrir, mas o sorriso vai depois amarelecendo. e escusamos de falar mais de consumismo nos próximos tempos. está tudo dito.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

3spírito d3 natal


aos poucos, lá vai chegando o espírito natalício. ainda não consegui fazer compras nenhumas, ainda não há presépio nem árvore de natal, mas a tal paz infantil está a chegar. e está a chegar também o desejo que partilhar, de oferecer. partilhas, prendas, a partir de hoje.

domingo, dezembro 10, 2006

paralisia

este ano ainda não consegui fazer nenhuma compra de natal. estou como que paralisado nas margens, a olhar para a corrente. há quase que uma recusa. nos últimos anos tem sido progressivamente assim, cada vez mais o que me salta à vista é o consumismo acéfalo, a quadra em si esvaziada dos seus valores originais, o pai natal a esmagar o menino jesus...