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terça-feira, março 17, 2009

abraços

não gosto muito de falar de religião, tenho o maior respeito pelas crenças individuais, mas este papa é um cromo do pior. quando profere declarações há sempre matéria para posts. há dias queria abraçar toda a áfrica e hoje lá vai ele a caminho e mesmo antes de chegar já começaram as asneiras. sua santidade acredita que o uso de preservativos agrava o combate à s.i.d.a. não sei quem é que lhe deu esta informação, mas obviamente informou-o mal. pretender que o combate à doença se faça através da abstinência, num continente onde a pulsão sexual é fortíssima, só mesmo de quem não vive neste mundo. e se não vive neste mundo, será muito difícil abraçar todo um continente bem real. quem fala assim, não sabe abraçar áfrica. arrisca-se antes a fodê-la. e sem preservativo.

quarta-feira, novembro 05, 2008

quinta-feira, maio 01, 2008

a história das coisas

várias verdades inconvenientes. embora seja de origem norteamericana, aplica-se a nós como uma luva. são 21 minutos didácticos de reflexão sobre o nosso sistema actual de consumo, que acaba por condicionar toda a organização social. e as relações internacionas também. poderão dizer que não é bem assim, que as ideias vinculadas não estão totalmente certas, mas parece-me bastante aproximado. desapaixonado, pragmático e não panfletário. bom para reflectir neste 1º de maio, que se quer dos trabalhadores. e das pessoas por detrás desses trabalhadores. algures na história houve uma preversão do sentido do trabalho. quando é que deixámos de trabalhar para a comunidade e passámos a trabalhar para alguns indivíduos? quando é que os pratos da balança se desequilibraram? este documentário devia ser mostrado nas escolas aos nossos adolescentes, seguido de conversa alargada, debate. mas quem controla hoje em dia a escola e as ideias que devem ou não devem ser vinculadas? interessa mesmo fazer das gerações futuras seres conscientes, informados, participantes, ou interessa esconder parte da verdade, parte do sistema? o velho das botas, que caiu da cadeira há uns anos atrás, é que dizia qualquer coisa do género: quanto mais culto um povo, mais difícil de governar.




agradeço à idadedapedra por me ter conduzido até ao vídeo.

segunda-feira, abril 07, 2008

novos símbolos olímpicos #2

e ainda faltam alguns meses... entretanto, em paris, a chama olímpica teve que ser apagada por motivos de segurança. depois dos incidentes de londres, ontem, e de paris, o périplo da chama olímpica pelos cinco continentes, arrisca-se a deixar um rasto de detenções de activistas pró-direitos humanos. em maio, passará pelo tibete.

staphanne peray



autor não identificado

segunda-feira, março 17, 2008

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

alberto joão, estás à espera de quê?

a maioria dos 27 estados-membros da união europeia deve reconhecer [a independência d]o kosovo, mas espanha confirmou hoje que «não reconhecerá o acto unilateral» da proclamação da independência do kosovo, «porque não respeita a legalidade internacional».
e faz muito bem a espanha. o único interesse no reconhecimento da independência deste pequeno território por parte dos estados da união europeia e dos estados unidos da américa é travar e delimitar a influência russa em terras europeias. na verdade, estão-se nas tintas para os kosovares. se a moda pega, a espanha desmembra-se, mas os ingleses não se podem esquecer das velhas aspirações escocesas e da irlanda do norte. e, já agora, do país de gales também. os italianos do norte também deviam aproveitar e ver-se livres do resto da bota, que só consome o que produzem. e a sicília devia ser entregue de vez à mafia, que se calhar é mais branda do que os dirigentes kosovares. e a flandres e a valónia, porque continuam juntas? a gronelândia e as faroé porque hão-de continuar sob o jugo de copenhaga? e os lapões, não têm direito ao seu estado? allgarve independente, já!

sexta-feira, janeiro 04, 2008

volta 2007, estás perdoado

eles matam-se no quénia, matam-se no paquistão, continuam a matar-se no iraque, na palestina, aqui e ali, anula-se o lisboa-dakar. a cereja no topo é a perspectiva de um novo canal de televisão generalista a fazer concorrência à sic(k), tvI (de irritante) e rtp. assim, de chofre, para nos retirar imediatamente a ilusão de que algo mudou para melhor.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

1953 - 2007

benazir butto foi hoje assassinada a sangue frio por um louco que se fez explodir depois dos disparos, arrastando consigo mais duas dezenas de vidas. e agora? bush tem razões para se mostrar preocupado. e se o conselho de segurança das nações unidas se reune de emergência, quem sou eu para não ficar preocupado também. acendeu-se um rastilho, resta saber a dimensão dos estragos. era previsível, também. previsível à luz das lógicas absurdas que continuam a dominar esta nossa existência de bichinhos estúpidos. deixo o trabalho de enunciar as imensas qualidades desta mulher a quem estiver para aí virado, os defeitos rapidamente serão esquecidos. temos novo mártir para homenagear.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

ainda bem que eu vivo na província, mas mesmo assim estou um pouco enjoado

queria falar sobre a cimeira ue-áfrica, mas nem sei por onde começar. antes de mais, porque é que lhe chamaram cimeira? a palavra cimeira evoca elevação, positivismo e outros conceitos que nada têm a ver com o que aconteceu. baixeira, seria uma palavra muito mais consentânea com a realidade. uma abordagem séria seria referir, à semelhança do que já muita gente fez, o facto ridículo que constituiu ver alguns dos maiores malfeitores do mundo a serem recebidos com subserviência. os 80 quartos que a delegação angolana ocupou num dos melhores e mais caros hotéis da capital também me parecem dignos de nota. com tanta hipocrisia à solta, lisboa não foi certamente um lugar muito recomendável durante o fim de semana. ver a democracia europeia a enxovalhar-se para garantir os mercados africanos foi um triste e degradante espectáculo. já hoje, a imprensa chinesa, que como toda a gente sabe é isenta e independente, anunciava o fracasso da cimeira. claro que isto não tem nada a ver com os interesses chineses em áfrica. outra imprensa independente, a do zimbabué, anunciava a maneira heróica como o seu querido líder se comportou e como rechaçou os argumentos e a contestação dos malditos racistas que apenas querem denegrir a imagem de um homem bom e dedicado ao bem estar do seu povo. a festa do regresso vai ser de arromba, não tenhamos dúvidas. e porque sorri o nosso primeiro no fim desta palhaçada? apetece fazer uso da velha frase: parem o mundo que eu quero descer.

quarta-feira, outubro 17, 2007

cinismos e contracensos

dia internacional da erradicação da pobreza, desperta contra a pobreza, campanha pobreza zero. há uns anos atrás, teria estado lá, a despertar, mas hoje, um enorme cepticismo baseado na experiência e na observação impede-me de me entusiasmar com este tipo de eventos. despertar? a pobreza é um dado novo nas nossas existências? chamar a atenção dos líderes políticos de que é preciso fazer mais e melhor contra a pobreza? alguém acredita que eles não tenham consciência do mundo em que vivem, da pobreza nos seus próprios países? sendo um problema transversal, atinge todos os países. é um ponto sem nó. não é novidade para ninguém que a capacidade produtiva do planeta é suficiente para todos os seus habitantes e que a pobreza resulta pura e simplesmente da divisão desequalitária da riqueza. entre os países e dentro dos países. perdoem-me o desabafo, mas cada vez o mundo se torna mais incompreensível. lutar contra a pobreza vai contra os princípios básicos do capitalismo dominante, que o mundo rejubila por ter levado a melhor sobre o comunismo. então a palavra de ordem não é arrecadar o mais possível? então o crescimento económico e o crescimento do poder das empresas não é o novo graal? só posso concluir que os chamados objectivos do milénio para 2015 foram um enorme acto de cinismo, e que a maior parte dos líderes mundiais que assinaram o documento na o.n.u. tinha os dedos cruzados atrás das costas e davam risadinhas interiores durante o acto, quais meninos mal comportados quando mentem com convicção.
e depois, a pobreza e a desgraça fazem parte dos ícones obrigatórios em qualquer serviço noticioso. para o povo sentir aquele incomodozinho e ficar muito feliz porque ainda tem umas résteas de sensibilidade no sistema límbico. depois vem o futebol e a telenovela, e tudo passa. mas fica a sensação de que somos muito solidários. não importa que no dia seguinte olhemos os pobres da nossa comunidade com desdém e pensemos que são assim porque não querem trabalhar. que pensemos que os pretos não têm emenda e que nunca conseguirão fazer e manter um país decente. salvam-se alguns idealistas, que por erro genético e desadequação social vão mantendo vivas estas chamas. ou não passa tudo de um imenso folclore?


música: death of an idealist, iLiKETRAiNS





sexta-feira, setembro 28, 2007

weeping

















fotografias de sabastião salgado
música: weeping song, nick cave and the bad seeds

terça-feira, setembro 11, 2007

contributos para um 11 de setembro de qualidade







quando a 15 de setembro de 2001 o maestro leonard slatkin dirigiu a orquestra da b.b.c. neste "adagio for strings" de samuel barber, em homenagem às vítimas dos atentados ocorridos 4 dias antes, criou-se um novo requiem. barber, compositor norteamericano falecido 20 anos antes, fornecia assim banda sonora para o lamento e o desânimo, para a dor de uma nação. o 11 de setembro acabou abruptamente com a miragem de um novo século em paz, precipitou uma escalada de tensões e forneceu argumentos aos senhores da guerra para que ela voltasse a fazer parte do nosso quotidiano. toda a gente se recorda exactamente de onde estava e o que estava a fazer quando as televisões invadiram todos os espaços com as imagens de um povo e das torres em agonia. toda a gente se recorda de onde estava quando despertou para uma nova realidade global e descobriu que aviões civis podiam ser transformados em armas letais. não foi apenas a américa que foi atingida, foi todo um modus vivendi que foi abalado. não sejamos hipócritas. por muito críticos que sejamos em relação aos estados unidos e ao papel que reclamam para si na ordem mundial, um pouco de nós morreu também naquele dia, à medida que os corpos choviam das torres e as cinzas tomavam conta de tudo. nada justifica a barbárie a que assistimos.

o que se seguiu, todos nós sabemos. a pior administração norteamericana de que temos memória a fazer uso dos argumentos mais falaciosos e de todas as técnicas de manipulação, mantendo um povo refém do medo e da insegurança, e tentando estender essa manipulação a toda uma civilização.

uma pessoa é uma pessoa, e a morte de uma pessoa é a morte de uma pessoa. a vida de um norteamericano não vale mais do que qualquer outra vida. ao longo destes seis anos já houve muitos dias em que morreram, em circunstâncias violentas, mais do que as 2863 vítimas dos atentados do 11 de setembro. mortos anónimos e sem rosto. asiáticos, que aos nossos olhos de ocidentais são todos iguais; iraquianos, que todos os dias voam aos pedaços; africanos famintos. vivemos num mundo de hipocrisias. porque relembramos uns e esquecemos outros? as imagens que se seguem fazem parte de uma campanha da m.t.v. que foi proibida pelo governo norte-americano, e é fácil perceber porquê. não encaixam nos esquemas manipulatórios e de martirização oficiais. deixam a nú as hipocrisias.

2863 morreram. há 630 milhões de sem-abrigo no mundo. o mundo uniu-se contra o terrorismo. já se deveria ter unido contra a pobreza.

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2863 morreram. 824 milhões de crianças passam fome em todo o mundo. o mundo uniu-se contra o terrorismo. já se deveria ter unido contra a fome.


2863 morreram. há 40 milhões de infectados pelo vírus h.i.v. em todo o mundo. o mundo uniu-se contra o terrorismo. já se deveria ter unido contra a s.i.d.a.

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quarta-feira, agosto 15, 2007

contributos para uma silly season de qualidade | digital show

a internet como veículo de divulgação de projectos estéticos e partilha da beleza criativa do bicho-homem. digital show é um site de exposições de arte digital internacional online. dois álbuns: "liverpool biennial 2006" e "futuresonic 2007 - psychedelia" guardam 300 obras de artistas dos mais variados países,que podem ser vistas em diversos tamanhos. estas 11 são apenas uma pequena selecção, um chamariz, por isso aqui ficam sem título e sem referência de autor. as exposições podem ser vistas aqui. boa viagem.

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domingo, julho 08, 2007

festa na aldeia

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ontem houve festa na aldeia. duas festas, para ser mais preciso. quero desde já deixar bem expresso o meu desagrado por termos sido vítimas de um logro. disseram por aí que o dia 07/07/07 ia ser o dia em que lisboa seria o centro da aldeia, com a festa das 7 maravilhas, mas depois os americanos e os ingleses, cheios de inveja, inventaram à pressa uma festa nos seus bairros, só para estragar a festa de lisboa. ainda por cima disfarçaram a coisa convidando outros bairros, de maneira a que lisboa passasse perfeitamente despercebida. duas festas globais. uma dedicada ao património cultural edificado, que nos foi deixado pelas gerações passadas, outra dedicada ao património natural, muito mais antigo, e muito mais necessário para as gerações futuras. não é de estranhar, pois, que uma tenha sido uma festa televisiva clássica, enquanto que a outra foi principalmente um net-event, que a rtp tentou, mal e porcamente, acompanhar. falou-se muito, blá blá blá, ficamos a saber quais as estrelas do nosso bairro que fecham a água quando têm shampoo nos olhos, quem é que separa as garrafas de cerveja das latas de cerveja. de repente toda a gente tinha uma dica para dar.

a festa das maravilhas, foi um bocado para o pirosa, com aquela gente quase toda a cantar em playback. alguém devia avisar o josé carreras que não tem jeito nenhum para a coisa. houve uns efeitos giros, tipo cerimónia dos jogos olímpicos, o fogo de artifício que se impunha e o anúncio das maravilhas, as do bairro e as da aldeia. as do bairro até foram bem distribuídas (é para estas coisas que serve a ironia). 6 para a região de lisboa e uma para o berço da nacionalidade. 3 mosteiros, 2 castelos, 1 palácio e 1 anexo que ninguém sabe bem para o que serve ou serviu. já as da aldeia, ficaram bem espalhadas. concordo perfeitamente com o taj mahal e com petra, com a muralha que se vê do espaço e com machu-pichu, até com o coliseu e a outra pirâmide do méxico, mas o crucifixo do rio de janeiro... é que não tem nada a ver! então e as estátuas da ilha da páscoa? então e o alhambra?

a festa do planeta foi um bocado confusa. muito sinceramente, não vi consciência ecológica nenhuma. até a minha filha de 13 anos reparou que os gajos estavam a gastar bué da energia. já se calculou o impacto negativo que este live earth teve no efeito de estufa? as emissões de co2 devem ter sido qualquer coisa! foram 24 horas de luta (lá está ela outra vez, a ironia). para ser uma coisa a sério, deveriam ter feito como nos encontros da rainbow family of the living light. enormes concertos acústicos à luz de fogueiras. passei o tempo a tentar perceber até que ponto os figurões, os do bairro e os da aldeia, estavam ali por acreditarem verdadeiramente e estarem dispostos a participar numa mudança de atitudes e de hábitos, ou apenas a promoverem o figurino que os embrulha. ao menos nesta parte, a festa das maravilhas foi mais autêntica. era figurino e ponto, sem complexos nem falsas consciências. e depois, o al gore não é o bob geldof, o planeta agonizante não é tão apelativo como as crianças pretinhas agonizantes e com moscas nos olhos, e a coisa não tem piada sem o bono, que é o gajo mais porreiro da aldeia.

foto: full moon party at the rainbow gathering of the tribes, croatia, 2004, pilhada daqui

sábado, junho 09, 2007

6 biliões de outros

olhei ao longe
vi qualquer coisa que se mexia
aproximei-me
vi um animal
aproximei-me mais um pouco
vi um homem
aproximei-me mais um pouco
vi que era meu irmão
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é com este antigo ditado tibetano que yann arthus-bertrand, conhecido pelo seu trabalho como fotógrafo aéreo e que tem editado alguns dos mais belos livros de fotografia sobre o planeta terra, apresenta o seu projecto "6 biliões de outros", no site da goodplanet.org. diz ainda arthus-bertrand: "a terra vista do céu" transformou-me. 10 anos de voos por cima do planeta não deixam ninguém intacto. fui naturalmente muito marcado pela beleza da terra, mas sobretudo pela ausência de fronteiras vistas do céu. o contraste é notório entre as dificuldades que conheci ao longo das minhas reportagens para obter as autorizações de voo, para passar as fronteiras com o material fotográfico, e a imaterialidade desses mesmos limites vistos do céu. é uma terra a partilhar, mas não conseguimos fazê-lo. ela é nossa, de todos nós, embora em toda a parte no mundo haja gente pronta a morrer e a matar por uma parcela. daí nasceu a minha obsessão de querer compreender porque não conseguimos viver juntos, co-existir".
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o projecto nasceu em 2003, com o objectivo de reunir testemunhos de gente das mais variadas origens sobre temas que nos interessam a todos, descobrir como as vivências influenciam a identidade de cada um, compreender o que nos separa e o que podemos partilhar.
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o resultado de algumas dessas entrevistas está disponível aqui. vale a pena ouvir como somos tão semelhantes e tão diferentes ao mesmo tempo. em 2008, ano em que termina o projecto, será possível ouvir todos os testemunhos recolhidos e juntar o nosso próprio directamente no site.

sexta-feira, junho 01, 2007

dia mundial da criança

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neste dia mundial da criança, muitas criancinhas vão ter mais um presentinho para juntar à pilha dos brinquedos esquecidos a um canto e vão fazer as suas birrinhas manipulatórias. encurralados entre as exigências dos seus meninos e a guerra comercial que transformou este dia em mais um dia para se oferecer uma coisa a alguém, os papás, com um brilhozinho tolo nos olhos, vão ficar a olhar para os seus meninos e a pensar que eles são a coisinha mais querida, mais linda, mais fofa e incrível que alguma vez viram. dos outros, dos meninos que cedo provam as agruras da vida e aprendem que ela nem é fácil nem justa, muito poucos se vão lembrar.

quinta-feira, maio 17, 2007

o mundo é já aqui

ovo é um dos projectos emergentes mais interessantes na nova música portuguesa. em termos musicais, porque conseguem construir um som muito próprio a partir de muitos retalhos, mas também em termos de mensagem. dedicado ao meu irmão.

quinta-feira, maio 03, 2007

boas notícias

um glaciologista norte-americano alertou que o degelo no ártico pode acontecer já em 2020, 30 anos antes das piores previsões do painel intergovernamental para as alterações climáticas. isto dá-me alguma esperança, a mim que sempre quis ir ao pólo norte, mas não me estava a imaginar a andar dias e dias sobre o gelo. sei de fonte segura que as agências de viagens e os operadores de cruzeiros, preparam já para o verão de 2021 cruzeiros em paquetes e veleiros de luxo, com partida da costa norte da gronelândia e terminus na sibéria, com passagem pelo pólo norte. a mesma fonte revelou-me que uma equipa internacional de criativos está já ocupada com a concepção do ritual a ser seguido a bordo aquando da passagem, à semelhança do que acontece quando se cruza o equador. o dito ritual incluirá obrigatoriamente movimentos rotatórios descoordenados, de todos os passageiros e tripulação, simbolizando o que acontece às agulhas magnéticas das bússulas, além do habitual champanhe bem geladinho. vai ser uma festa!