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sexta-feira, fevereiro 08, 2008

sem comentários, é desta que eu crio a etiqueta "filhos da puta"

“um trabalhador que esteja cansado física ou psicologicamente – porque está mais velho, porque tem problemas familiares, porque trabalhar naquela empresa não era exactamente o que pretendia ou porque se desinteressou do trabalho – deve poder ser despedido por justa causa”, defendeu em conversa com o correio da manhã gregório rocha novo, membro da direcção da c.i.p.

via a origem das espécies

sábado, julho 28, 2007

o delator

agora que o "caso charrua" foi arquivado pela magnânime e sinistra ministra, apetece fazer uma pequena reflexão sobre a figura central deste triste episódio da nossa vida colectiva, o delator. muito se escreveu e se comentou sobre a ministra, sobre a bruxa má do norte, a madame min que foi reconduzida no cargo, sobre o prof. charrua e o que teria dito, mas sobre o delator, o asqueroso bufo, mal se falou. quem terá sido o ser reptilíneo que desencadeou todo este processo, essa é a questão que se impõe. o delator, também conhecido como bufo, é uma figura tipicamente portuguesa, tão típica que deveria ter honras de ombrear lado a lado com o marialva, a fadista, a varina ou o pescador da nazaré. em todo o local de trabalho, em qualquer organização, empresa, lá está ele, dissimulado, sempre pronto a ouvir e reproduzir tudo o que se diz. confunde-se com o cúlambista, mas nem sempre coincidem. sobrevivendo e ascendendo nas hierarquias à custa destas práticas absolutamente repelentes, o delator não tem moral, e pergunto-me se terá forma. imagino-o como um ser escorregadio, nojento, sempre pronto a tomar uma forma que se adapte às circunstâncias, fundindo-se com as paredes, as secretárias, as cadeiras. qual terá sido a recompensa deste bufo do caso charrua? onde estava e onde está agora na escala hierárquica da d.r.e.n.? está a ocupar o cargo que antes era ocupado pelo prof. charrua? se fossemos um povo a sério, estas perguntas teriam sido respondidas e o verdadeiro sacana desta história teria sido exposto e "apedrejado na praça pública" para servir de exemplo.

terça-feira, maio 15, 2007

da maldade

"Pode confiar-se nas pessoas
más: nunca mudarão"
william faulkner
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sempre me fez grande confusão a maldade, a perfídia. não que eu seja um santo e nunca tenha feito mal a ninguém, mas sempre que o fiz foi por mera insensibilidade pontual, por não pensar em todas as consequências dos meus actos ou por puro desleixo. aperçebo-me no entanto que há pessoas que são movidas por uma maldade genuína, que gastam tempo e energia a planear acções cujo único objectivo é o prazer de ver o sofrimento alheio, revista ele que forma revestir. são pessoas que estão aí, no meio da sociedade, travestidas de honestos cidadãos, muitas vezes perfeitamente integradas no tecido social. pergunto-me frequentemente que traumas, que processos psicológicos, conduzem alguém por estes caminhos da maldade. que perturbações dos afectos estão na base destes comportamentos. será orgânico? apresentarão os cérebros desta gente topografias diferentes, circuitos eléctricos alternativos que não funcionam no vulgar cidadão?