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sábado, novembro 15, 2008

da monótona existência

o que eu gostava mesmo de ver era uma manifestação da ministra contra os professores. a ministra muito vermelha, de megafone em punho, gritando palavras d'ordem do tipo "a luta continua, professores para a rua", descendo a avenida da liberdade e atravessando toda a baixa até se concentrar no terreiro do paço. isso sim, é que havia de ser giro!

sexta-feira, junho 20, 2008

a república portuguesa

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fotografia de ana_mm

quinta-feira, junho 19, 2008

sai uma dose de prozac para aquele país lá ao fundo da europa

adeus euro, adeus scolari. amanhã o país vai acordar e lembrar-se da crise, dos preços dos combustíveis e dos alimentos, de toda a realidade que é deixada para trás de cada vez que a selecção tem êxito. vai ser um país de ressaca, tristonho e acabrunhado, sem fé no futuro nem nos políticos. sem força para dar a volta por cima. o ano escolar a acabar, este tempo de verão que convida à preguiça, a silly season a começar (sim, eu sei que neste país nunca acaba). como será possível pôr este país a produzir? modernizá-lo, trazê-lo para o vigésimo primeiro século da era cristã, actualizá-lo? esta semana o meu filho mais velho fez exame de português para acesso ao ensino superior. a prova de exame serve de exemplo do que uma certa intelectualidade atávica representa. camões, memorial do convento e padre antónio vieira. passado, passado, passado. as glórias dos descobrimentos, as glórias dos descobrimentos. já sei que me vão dizer que camóes é importantíssimo, que o memorial do convento é uma obra esplêndida e que vieira foi um humanista de se lhe tirar o chapéu. mas eu vejo as coisas de outra maneira. enquanto a cultura portuguesa de maior relevo não for a actual, enquanto o orgulho pátrio não for no país que temos agora, no povo que somos agora, bem podemos protestar contra a crise, dizer que a culpa é sempre dos outros, que nunca sairemos dela. bem podemos ficar à espera do cadáver pútrido do d. sebastião que um dia chegará numa manhã poluída. sair dos gabinetes e vir para o terreno, acabar com o sucesso fácil e momentâneo, com as vaidades e ostentações sociais, com o cada vez maior fosso entre os que muito têm e os que não têm quase nada, olharmos uns para os outros, olhos nos olhos, e sentirmo-nos parte de um povo , de uma sociedade, de uma comunidade, essa é a difícil tarefa que temos pela frente. arregaçar as mangas e trabalhar, organizar, produzir mais com menos esforço. marcar mais golos com menos tempo de posse de bola e com menos floreados. jogadas certeiras e organizadas. é assim que se ganham os jogos.

sábado, junho 07, 2008

futebol

a bola já rola nos relvados da suiça. finalmente. prometi a mim mesmo que não escreveria sobre o europeu, no und3rblog, enquanto ele não começasse. [por-tu-gal!, por-tu-gal!] a overdose nos media tem sido ridícula. até parece que o governo pagou a todos os orgãos de comunicação social para só falarem de futebol e da selecção. estou a imaginar uma carta, com a chancela do gabinete do primeiro ministro, a pedir (ou ordenar) que esqueçam a crise alimentar mundial, os preços dos combustíveis, as gaffes dos ministros, os problemas laborais e outros que tais. o mundo ficou reduzido a uma bola cheia de ar que circula de pé em pé até entrar (ou não) numa baliza. [por-tu-gal!, por-tu-gal!] desde o início da semana, foi notório o crescer do orgulho deste povo no país de que normalmente apenas sabe dizer mal. as bandeiras começaram a ser expostas, primeiro nas janelas, timidamente, depois nos automóveis, em catadupa. na quinta-feira já podiam ser vistos a circular com uma desfraldada de cada lado. a caminho de casa com a minha filha, proferi uma frase qualquer de crítica, a que ela me respondeu que aquilo é que eram portugueses a sério. [por-tu-gal! por-tu-gal!] portugueses a sério são aqueles que diariamente dão o seu melhor para que este país vá para a frente, com o seu trabalho, com o seu empenho, com o seu exemplo, respondi-lhe eu. [por-tu-gal! por-tu-gal!] não sei porquê, é um dos mistérios da existência, futebol+cerveja é uma das combinações mais perfeitas que existem. também na quinta-feira, abasteci o frigorífico cá de casa, a contar com os jogos de hoje. agora, com licença, que vou beber uma e ver como estão as equipas da suiça e da república checa, pois disso depende a felicidade deste país na próxima semana. por-tu-gal! por-tu-gal! por-tu-gal!

domingo, junho 01, 2008

fica mal escrever palavrões no título dos posts

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mas pelo menos o santana lopes foi de vela. mas pelo menos temos uma mulher como presidente de um partido com alguma expressão, sem serem necessárias quotas. mas que digo eu? sem quotas, mas cota. demasiado cota.

sábado, maio 31, 2008

excertos dos cadernos de viagem do famoso explorador nélio na sua expedição a palma de mallorca #4

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quinta-feira, 22 de maio de 2008

só boas surpresas.

palma de mallorca, que eu pensava ser apenas uma estância turística, revela-se uma cidade cheia de história e interesse.

o congresso não é mau de todo, os espanhóis basicamente têm os mesmos problemas que os portugueses, mas debatem-nos de uma maneira completamente diferente. o simples facto de se tratarem todos por tu facilita a comunicação e coloca todos os interlocutores ao mesmo nível. não vejo por aqui nenhuma daquelas eminências pardas que se passeiam com ar altivo pelos congressos portugueses, aqueles à volta dos quais os jovens ambiciosos fazem um círculo de beija-mão. os trabalhos do congresso decorrem com fluência e sempre com sumo. há orgulho nos trabalhos, mas a vaidade é muito pouca. a troca de experiências é abundante e o desejo de construir em conjunto é evidente. debate-se ciência fundamental, mas também aspectos muito práticos de organização. objectivos práticos e como atingí-los.

o grupo de portugueses de que faço parte também não está mal. é inevitável nestes grupos falar-se de viagens, das partes do mundo que cada um conhece, de histórias rocambolescas. dos filhos e dos problemas profissionais. o convívio tem sido bom, apesar de termos todos acabado de conhecer-nos. normalmente fujo desse convívio para não aturar gente pedante que olha por cima do sobrolho. detesto histórias de quem conta com todos os pormenores a sua estadia no hotel do gelo na lapónia e nos "diz" entre sorrisos "eu já lá estive e tu não".

quinta-feira, maio 29, 2008

excertos dos cadernos de viagem do famoso explorador nélio na sua expedição a palma de mallorca #3

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quarta-feira, 21 de maio de 2008

aos vinte e cinco minutos de espera dentro do avião, o comandante, que eu ainda não sabia que era o comandante, fala pelo sistema de som, em alemão, durante tempo considerável. vejo a expressão consternada dos meus fellow travelers e cresce em mim a ansiedade. quando chega a versão em inglês fico a saber que algum funcionário do check-in se enganou e enviou para aquele voo passageiros que deveriam ir para outras paragens. o compasso de espera, revela o comandante que eu agora já sei que é o comandante, é o tempo de evacuar os passageiros enganados e de encontrar no porão, no meio das malas de toda aquela gente que fala como se estivesse a beber café a ferver, as malas que não deveriam, nunca deveriam, ter ido parar àquele avião. não se sabe quanto tempo vai demorar a demanda. afinal é rápido. pouco depois chega a informação de que as malas, as malditas malas, já foram evacuadas e podemos partir. primeiro em alemão, depois em inglês. este é um voo de portugal para espanha e as informações chegam primeiro em alemão, depois em inglês.

quarta-feira, maio 28, 2008

excertos dos cadernos de viagem do famoso explorador nélio na sua expedição a palma de mallorca #2

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quarta-feira, 21 de maio de 2008

a sala de embarque abre apenas dez minutos antes da hora de embarque. entretanto, o gado, que fala como se estivesse a beber café a ferver, acumula-se no corredor em volta das portas de correr que teimam em manter-se fechadas. senta-se em qualquer lado, no chão, nos corrimões, em todas as reentrâncias, atrapalhando a passagem dos passageiros que se dirigem às salas mais à frente. separam-nos das cadeiras confortáveis da sala de embarque, enormes paredes envidraçadas através das quais olhamos, com o mesmo olhar que as crianças ostentam quando olham para as montras cheias de doces. dez minutos antes da hora de embarque, as assistentes de terra encaminham-se para as portas de correr. devagar, vagarosamente, lentamente, conversando entre si. trivialidades. sem desviarem o olhar passam por entre o gado, digitam o código de acesso e as portas, as malditas portas, abrem-se de par em par. é então que penso que as assistentes são tão simpáticas, tão eficientes, que apetece esbofeteá-las.

excertos dos cadernos de viagem do famoso explorador nélio na sua expedição a palma de mallorca #1

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quarta-feira, 21 de maio de 2008

que faço eu num avião cheio de alemães que falam como se estivessem a beber café a ferver? certamente é isto a europa que tanto se apregoa. voar de faro para palma de mallorca, de portugal para espanha, numa companhia com nome de capital alemã, num avião cheio de alemães. a europa é isto. observo estes alemães e, não fosse a maior prevalência do olho azul e do cabelo palha, poderiam ser portugueses. somos tão parecidos. o povo, o povinho, é todo igual. as atitudes, os trejeitos, a indumentária, os jornais desportivos e as revistas cor-de-rosa, a irrequietude das crianças, as mães preocupadas e vigilantes, os pais aparentemente alheios mas sempre controladores.

na loja de revistas do aeroporto de faro há uma estante de discos com oito prateleiras. cinco com discos da mariza, duas e três quartos com discos da amália e o quarto restante com discos da teresa salgueiro. rodrigo leão, a naifa, camané, dead combo, certamente melhores embaixadores da portugalidade do século 21, estão pura e simplesmente ausentes. somos mesmo maus a promover-nos.

quarta-feira, maio 14, 2008

cinco éfes

na segunda foi o dia do futebol, com o anúncio dos seleccionados. na terça o dia de fátima e dos milhares de peregrinos. hoje deveria ter sido o dia do fado, para se cumprirem os 3 éfes fatídicos que defeniram (definem?) portugal. mas em vez disso, apanhámos com um quarto éfe, de fumo. sua excelência o primeiro ministro foi apanhado a fumar no voo lisboa-caracas. ó escandaleira, aqui d'el rei! a polémica estalou, as televisões dedicam reportagens alargadas ao assunto, os jornalistas entram em ebulição frenética, todos os jornais online escrevem sobre o assunto, os comentários do povo são às centenas. é bom viver num paísinho sem problemas, com muitos gigas de memória ram disponíveis para se dedicar de imediato a assunto tão premente. para rematar a questão, o ilustre fumador, que tinha conseguido o meu respeito ao revelar um lado rebelde e prevaricador, pede desculpa e anuncia que deixou de fumar. estragou tudo. cá pra mim, o que ele devia ter feito era ter utilizado um quinto éfe e ter mandado esta gentinha toda ir-se foder.

segunda-feira, maio 05, 2008

pilhagem #7

cerca de 70 por cento dos portugueses consideram erradas as relações sexuais entre dois adultos do mesmo sexo

caros compatriotas, peço-vos que reconsiderem a intolerância. lembrem-se que destas relações nunca sairá um menezes ou um santana.



indecentemente roubado ao irmão lúcia

sábado, maio 03, 2008

apreensão

o número de posts que eu encontro por aí sobre o cónego melo, escritos por gente que conhece todos os pormenores da sua vida, da sua morte e do seu post-mortem, leva-me a perguntar-me se eu não deveria saber referenciar a figura. é que não me ocorre nada, mesmo. presumo que será grave, porque até envolve o p.c.p. e tudo. como é que eu pude viver tantos anos sem saber quem era o cónego melo?

terça-feira, abril 29, 2008

sugestões a quem de direito, que eu não sei quem é, senão escrevia-lhe directamente

certos equipamentos do meu trabalho, em vez de virem acompanhados de um guia rápido do operador em português, deveriam vir acompanhados de um guia para transformar um português num operador rápido. a minha vida ficava um poucochinho facilitada. mas o que vinha mesmo a calhar eram uns módulos de actualização neurológica para pessoal de laboratório. é que, às vezes, tenho a sensação de que os manuais de texto que leio, vindos de terras estrangeiras, são pura ficção científica.

sexta-feira, abril 25, 2008

sempre!

recolha de imagens para avivar a memória. tanto que crescemos, que aprendemos, que evoluímos. só a liberdade nos permitiu este percurso, por vezes feito aos tropeções. liberdade para tropeçar, para cair, para levantar e continuar o caminho. para sonhar, para acreditar. para construir, organizar, melhorar. para instruir. para participar. para criar e reciclar. para contestar e criticar. para sorrir, para sentir. para pensar e opinar. para viver e não esquecer. nunca esquecer. como era, como foi e como não queremos que volte a ser, viver sem liberdade.


25a scratch (nell'assassin no largo do carmo)




não, não e não




revolucionês 1




revolucionês 2




revolucionês 3




now we want the real democracy



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sábado, abril 19, 2008

inclassificável

o p.s.d. não pára de nos oferecer pérolas de demagogia pura e absurda. em vez de partido político, talvez fosse melhor constituirem-se como grupo cómico e venderem programas para fazerem concorrência ao gato fedorento. será imparável este processo de autofagia? o país precisa de ribau esteves. quem deve estar preocupado é o alberto joão jardim, que finalmente tem concorrência à altura para o prémio de maior disparate do ano.


via zero de conduta

quinta-feira, abril 17, 2008

trivia

a acção passa-se numa pequena agência bancária de bairro. hora do almoço, aguardo para falar com o meu gerente de conta que se encontra ocupado com outro cliente. para matar o tempo vou observando as pessoas que fazem fila para serem atendidas na única caixa de que a agência dispõe. não muitas, 4 ou 5 a cada momento. os sujeitos do costume, com formas, posturas e estilos variados. num dado momento ouço, todos os presentes ouvem, as instruções dadas por um cliente, sem reserva de intimidade. queria o dito cliente depositar um cheque no valor de vinte e tal mil euros. mas queria que o depósito fosse efectuado sem ficar o registo do depósito do cheque e frisou-o várias vezes com um volume sonoro de quem não tem nada a esconder. queria, assim, que em vez de uma operação fossem efectuadas duas simultâneamente. primeiro levantaria o cheque em numerário e acto contínuo um depósito desse numerário na sua conta. o que ele não queria era que ficasse o registo do depósito do cheque. certamente uma fugazita aos impostos, daquelas sem importância, e que, na óptica do prevaricador, toda a gente faz e para a qual não é necessária nenhuma reserva de intimidade.

quarta-feira, abril 09, 2008

akôrdo ortográphico

e pronto, o ppl tá kontente pk já tem + uma polémika kom k ce preokupar. muito cinceramente, a mim tanto ce me dá, xkrever duma maneira ou doutra. não temo a kontaminação do português europeu plú do brazil. as konsuantx mudas ção pra kair? k kaiam então, não phazem phalta nenhuma. eça mentalidade mxkinha kiagóra vem, muito ophendida, reklamar k em portugal é k ce phala o verdadeiro português e kiú brazil foi descoberto pelos noços egréjios avós, cenão não ce phalava lá português, não leva a lado nenhum. as línguas são entidadx dinâmicas em konstante mutação. ce acim não phôce, ainda xtaríamos a phalar latim ou a xkrever pharmácia kom pê agá. velhos do rxtelo, é o k ção.

sábado, março 22, 2008

obviamente, mais um caso de falta de vocação e preparação para o exercício da actividade docente



em toda esta história da professora, a adolescente e o telemóvel, o que mais espanta é como tanta gente tenta o branqueamento da atitude da aluna e se atira à professora, dizendo que não tem vocação, não está preparada, não sabe exercer autoridade, etc, etc, etc. não ponho links, porque basta ler qualquer notícia ou post sobre o assunto para se encontrar esse tipo de comentários. mal estaríamos se o exercício da autoridade dependesse única e exclusivamente da personalidade de cada docente e não fizesse parte das regras do jogo. a autoridade tem que ser imposta pela instituição escola, tem que estar implícita na relação professor/aluno, sem estar à mercê da personalidade e do estado de espírito de cada um. a foto acima foi retirada de um site brasileiro sobre violência nas escolas. é isso mesmo: uma professora com os dois braços partidos e a cara feita num bolo depois de ter sido agredida por alunos. obviamente, mais um caso de falta de vocação e de preparação para o exercício da actividade docente, de acordo com as doutas opiniões dos analistas de bancada que empestam este país.

sexta-feira, março 21, 2008

fascinante

como não sou professor, nem de facto nem de bancada, nesta história da professora, da miúda histérica e do seu telemóvel, que hoje (ontem) dominou grande parte da blogosfera e dos telejornais, há outros aspectos que me interessam. o primeiro é a maneira como o fenómeno se difundiu. primeiro o vídeo foi exposto no youtube pelo colega da histérica que filmou os acontecimentos, depois alguns autores de blogs pegaram no assunto, avisados por e-mail, depois as páginas online dos orgãos de comunicação social, e só no fim as televisões. um circuito cada vez mais frequente, a provar o imenso poder destes dois novos (?) canais de difusão: youtube e blogosfera. o segundo aspecto que me interessa, pelo menos ao sociólogo de bancada que habita em mim, é a enorme quantidade de comentários que os posts sobre o assunto, e as notícia nos sites dos orgãos de comunicação social, geraram. toda a gente teve uma opinião sobre o assunto, toda a gente soube como é que a situação se resolveria, quais os culpados e quais as causas profundas do acontecido. menos eu, que gosto de continuar a cultivar a humildade. em menos de 24 horas, este povo produziu vários milhares de opiniões. a análise detalhada desses comentários, daria uma excelente tese de doutoramento. em sociologia. terceiro aspecto, o vídeo original foi retirado do youtube a meio da tarde pelo aluno que o havia exposto, provavelmente por se ter apercebido do enorme impacto negativo que o fenómeno estava a ter. tarde demais. as imagens já estavam no domínio público e poucos minutos depois já o vídeo estava reposto em pelo menos 10 localizações do youtube, nos videos sapo e em várias páginas dos media. o que prova que uma vez exposta uma imagem na rede, ela se torna virtualmente inapagável. admirável e fascinante mundo novo.