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quinta-feira, maio 01, 2008

a história das coisas

várias verdades inconvenientes. embora seja de origem norteamericana, aplica-se a nós como uma luva. são 21 minutos didácticos de reflexão sobre o nosso sistema actual de consumo, que acaba por condicionar toda a organização social. e as relações internacionas também. poderão dizer que não é bem assim, que as ideias vinculadas não estão totalmente certas, mas parece-me bastante aproximado. desapaixonado, pragmático e não panfletário. bom para reflectir neste 1º de maio, que se quer dos trabalhadores. e das pessoas por detrás desses trabalhadores. algures na história houve uma preversão do sentido do trabalho. quando é que deixámos de trabalhar para a comunidade e passámos a trabalhar para alguns indivíduos? quando é que os pratos da balança se desequilibraram? este documentário devia ser mostrado nas escolas aos nossos adolescentes, seguido de conversa alargada, debate. mas quem controla hoje em dia a escola e as ideias que devem ou não devem ser vinculadas? interessa mesmo fazer das gerações futuras seres conscientes, informados, participantes, ou interessa esconder parte da verdade, parte do sistema? o velho das botas, que caiu da cadeira há uns anos atrás, é que dizia qualquer coisa do género: quanto mais culto um povo, mais difícil de governar.




agradeço à idadedapedra por me ter conduzido até ao vídeo.

terça-feira, janeiro 22, 2008

patchwork

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pressure



thing thing thing thing think thing as

pre pre pre pressure sure sure sure

mind mind mind mind mind mind mind mind mind

segunda-feira, junho 25, 2007

cidadão strikes back

numa sociedade cada vez mais agressiva economicamente, as técnicas de marketing directo têm evoluído duma forma quase absurda, constituindo actualmente autênticas invasões de privacidade. às horas mais impróprias, as empresas sentem-se no direito de telefornar-nos para casa e tentarem impingir-nos os seus produtos. as campeãs, pelo menos por estas paragens, parecem ser a portugal telecom e a tv cabo, se bem que os cartões de crédito se tenham vindo a esforçar arduamente para atingir o lugar cimeiro da tabela. igualmente, as caixas de correio são alvo sistemático de ataque, toneladas e toneladas de papel, algum da melhor qualidade, que vão directamente para reciclar, pelo menos cá em casa. às vezes tenho a impressão de que olham para mim, apenas como se fosse um conta bancária, obrigada a esvaziar-se para sustentar todo um mundo desumanamente absurdo. digo sempre que não estou interessado, com maior ou menor delicadeza conforme a disposição. como cidadãos actuantes e fazendo parte integrante da sociedade temos uma palavra a dizer e, porque não, trocarmos as voltas à lógica do sistema. duas dicas recebidas por e-mail podem ter alguma eficácia. para marketing telefónico, dizer apenas "um momento por favor" e irmos à nossa vida, deixando o telefone fora do descanso. deixarmos a empresa que nos telefonou gastar o máximo possível. para marketing via correio, particularmente para aquelas empresas que nos enviam um envelope rsf, é devolver o envelope, mas sem subscrever o serviço que nos tentam impingir. a empresa paga os portes, sem nenhum benefício. podemos dar largas à nossa imaginação e enviar nesses envelopes o folheto da pizzaria, publicidade recebida de outras empresas, tampas de iogurtes, lixo variado.

sábado, abril 14, 2007

do inconformismo

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“do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu, do que todos os acertos se eles foram meus, não são seus. se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. é possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura, já o pensamento lhe pertence. são meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.”

agostinho da silva

imagem, graffiti entre campolide e amoreiras

quarta-feira, janeiro 03, 2007

da pornografia das imag3ns 2

no post anterior evitei fazer mais considerações sobre imagens e iconografias, mas parece que se impõem considerações acessórias. questões levantadas em comentário. as imagens são realmente fundamentais na nossa sociedade, são uma forma de comunicação poderosa. de maneira nenhuma pretendo fazer um manifesto anti-imagens. também é verdade que usando do livre arbítrio, cabe a cada um selecionar aquilo que lhe entra pelos olhos adentro. o que está em questão não são as imagens em geral, mas alguns tipos de imagens e a maneira como elas são tratadas e os fins (mais ou menos obscuros) que essa exposição serve.

é verdade que temos a opção de não ver aquilo que não queremos ver. pessoalmente, não vi o vídeo de saddam hussein que motivou o post. não quis ver, não quero ver. mas isto aplica-se a uma margem pequena da população, que me atrevo a chamar de esclarecida. a turba anónima, que devora floribellas e pequenos escândalos, muitas vezes não tem o poder discriminatório para o fazer. ou não o quer utilizar. polémico, eu sei, mas é isto que penso.

as imagens a que me refiro são difundidas, a maior parte das vezes, como suporte da informação. palavra dúbia esta, pois o prefixo in normalmente é um prefixo de negação. a raiz etimológica aqui é obviamente outra, pois informação não é antónimo de formação. as imagens da informação, então, deverão ser imagens que acrescentem algo, que elucidem, que completem a notícia verbal. não deveriam os orgãos de comunicação ponderar o que difundem? a exposição de um homem a caminho da morte serve realmente a informação? os videos semipornográficos que "ilustraram" os primeiros tempos do processo casa pia acrescentaram alguma coisa à informação? tenho muitas dúvidas. e voltamos à questão da selecção. que poder de selecção temos, quando estamos a assistir a um serviço noticioso? a imagem é posta no ar e, quando damos por isso, já ela nos entrou pelos olhos adentro.

em causa está também a dessensibilização da população em geral a certo tipo de imagens. as primeiras imagens de guerra registadas tinham um impacto enorme, pois colocavam o cidadão comum perante a realidade nua e crua. sensibilizaram para os horrores da guerra e tiveram um papel crucial na consciência anti-belicista. esta foto tornou-se um ícone da guerra do vietname, porque punha a nú o horror e o sofrimento. hoje em dia, seria apenas mais uma imagem, no meio de tantas, bem mais chocantes, a que nos habituámos a ver nos serviços de informação.

estão a ver onde é que eu quero chegar?