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quarta-feira, junho 11, 2008

dia da raça

nem o euro 2008 deixou passar despercebida a gaffe do saloio de boliqueime. remexer no baú das memórias do estado novo e ressuscitar a designação "dia da raça" é capaz de não ter sido boa ideia. toda a esquerda está escandalizada e exige explicações. a minha esquerda também está escandalizada e exige explicações, mas a minha direita, mais racional, enquadra o episódio num contexto clínico, o que justifica perfeitamente o lapso. é sabido que com a idade os neurónios vão sendo cada vez menos e por vezes surgem estes episódios de regresso ao passado. quem nunca teve uma avó, uma tia-avó, um sogro mais idoso, que de repente se julga na meninice ou na adolescência? foi isso que aconteceu. reparem que até agora ainda não referi a hipótese de alzheimer, pois isso requer a elaboração de uma história clínica cuidada e a realização de exames complementares, dados na posse dos quais não me encontro.

quarta-feira, maio 07, 2008

enviar uma encomenda para inglaterra não deve ser assim tão caro

angolano é gerido por "criminosos". acontece aos melhores. a gente convida alguém para vir a nossa casa e o convidado desata a falar mal dos nossos parceiros de negócios. se o b.e.s. tivesse oferecido ao seu convidado, com alguma antecedência, os livros da paula bobone, o senhor já se saberia ter comportado. não sei porquê, quando li a notícia, lembrei-me deste trabalho da barbara kruger. as associações de ideias são uma coisa interessante.





quarta-feira, abril 23, 2008

sábado, abril 19, 2008

inclassificável

o p.s.d. não pára de nos oferecer pérolas de demagogia pura e absurda. em vez de partido político, talvez fosse melhor constituirem-se como grupo cómico e venderem programas para fazerem concorrência ao gato fedorento. será imparável este processo de autofagia? o país precisa de ribau esteves. quem deve estar preocupado é o alberto joão jardim, que finalmente tem concorrência à altura para o prémio de maior disparate do ano.


via zero de conduta

terça-feira, março 11, 2008

vai na volta ainda descobrem que a hilária é prima do menezes

já era suficientemente mau que a campanha de hillary clinton tivesse lançado este vídeo, com uma mensagem tipo bush. o que não se esperava era que as imagens da cândida criança que dorme tranquilamente tivessem sido filmadas há nove anos atrás para uma campanha publicitária de uma empresa ferroviária e que a jovem casey knowles, hoje com 17 anos, viesse declarar publicamente coisas do tipo "o anúncio o que vende é medo, recorre a algo fácil, barato. realmente prefiro a mensagem de obama, de olhar com ilusão para um futuro brilhante" ou "é realmente irónico que a minha imagem seja utilizada para defender a causa de hillary, quando eu não a defendo".