Mostrar mensagens com a etiqueta artistas gráficos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta artistas gráficos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, junho 18, 2008

sexta-feira, maio 30, 2008

quarta-feira, maio 07, 2008

enviar uma encomenda para inglaterra não deve ser assim tão caro

angolano é gerido por "criminosos". acontece aos melhores. a gente convida alguém para vir a nossa casa e o convidado desata a falar mal dos nossos parceiros de negócios. se o b.e.s. tivesse oferecido ao seu convidado, com alguma antecedência, os livros da paula bobone, o senhor já se saberia ter comportado. não sei porquê, quando li a notícia, lembrei-me deste trabalho da barbara kruger. as associações de ideias são uma coisa interessante.





domingo, maio 04, 2008

mater

.
maternidade, almada negreiros, 1935

domingo, abril 27, 2008

und3rmusic #12 hold on to yourself

.

hold on to yourself é a sétima música no alinhamento de dig lazarus dig, o último álbum de nick cave com os seus bad seeds. num trabalho tão homogéneo, em que todas as músicas se poderiam destacar, foi esta que me "caiu no goto", pelo menos para já. a lírica, como sempre, vale por si mesmo.




i'm so far away from you
pacing up and down my room
does jesus only love a man who loses?
i turn on the radio
there's some cat on the saxophone
laying down a litany of excuses
there's madhouse longing in my baby's eyes
she rubs the lamp between her thighs
and hopes the genie comes out singing
she lives in some forgotten song
and moves like she is zombie-strong
breathes steady as the pendulum keeps swinging

you better hold on to yourself

well, cities rust and fall to ruin
factories close and cars go cruisin'
in around the borders of her vision
she says ooh
as jesus makes the flowers grow
all around the scene of her collision

tou know i would, yes, i would
i would hold on to yourself

in the middle of the night
i try my best to chase outside
the phantoms and the ghosts and fairy-girls
on 1001 nights like these
she mutters open sesame and ali baba and his forty thieves
launch her off the face of the world

you know one day i'll come back and I'd hold on to yourself
to yourself, i'd hold on to yourself

ooh baby, i'm a 1000 miles away
and i just don't know what to say
'cause jesus only loves a man who bruises
but darling, we can clearly see
it's all life and fire and lunacy
and excuses and excuses and excuses

well, you know if i could, i would
i'd lie right down and i'd hold on to yourself
yeah, i would lie right down and i would hold on to yourself
one day i'll come back to you and i'd hold on to yourself
yeah, i'm gonna come back, gonna lie down
and i would hold on to yourself
yeah, to yourself


imagem: genni, hold yourself together

quinta-feira, abril 17, 2008

não podia estar mais de acordo, é por isso que o hugo é uma das minhas figuras de referência

"cultura universitária, cultura de massas, cultura esotérica, cultura aristocrática, cultura proletária (...). cada cultura tem os seus temas, as suas modas, os seus partidários.(...) o ideal parece-me consistir em ter professores que nos ensinem as bases, e depois fazermos nós próprios as nossas pesquisas, em total independência relativamente às ideias dominantes nos meios oficiais. na minha concepção, alguém que seja culto é necessariamente eclético: se apenas conhece o universo cultural a que pertence klingsor ou aqule a que pertence king kong, não é verdadeiramente culto. (...) o trabalho dos que contaram a história de perceval não me parece fundamentalmente diferente do trabalho dos que criaram king kong: os modos de expressão diferem, mas é o mesmo esforço de criatividade para contar uma história repleta de maravilhoso e ao mesmo tempo épica e poética. (...)

quanto a estabelecer uma hierarquia entre as diversas formas de expressão artística, isso parece-me impossível. assim, aqueles que dizem que a banda desenhada é um género intrinsecamente inferior ao romance avaliam a banda desenhada aplicando os critérios do romance, e nesse caso é evidente que não se pode senão chegar à conclusão que a banda desenhada é subliteratura. mas essa gente esquece-se, ou não sabe, que a banda desenhada tem o seu próprio código e que é apenas situando-se no interior desse código que se pode apreciá-la. (...)

essas reacções negativas vêm geralmente de mandarins da cultura de tipo universitário e nada têm de surpreendente, pois a cultura oficial é por natureza conservadora, e desde sempre desconfiou dos novos modos de expressão artística. no século 18 desprezava os romances e levou tempo a compreender que o cinema não é subteatro. acabará por se aperceber que a banda desenhada pode ser uma arte. esperemos que não ponha então a banda desenhada sob a sua tutela, erigindo-se em árbitro da sua estética e atribuindo-se o monopólio da sua exegese, o que teria como consequência fazer passar a banda desenhada de um gueto cultural para outro.

encontram-se coisas apaixonantes em cada tipo de cultura, e também muitas coisas sem interesse. o que é preciso é apropriarmo-nos do que há de mais pertinente em cada universo cultural, sem nos deixarmos encerrar em nenhum deles. é preciso ir ao fundamental. o resto são meras repetições, e portanto uma perda de tempo. fazer coexistir na minha cabeça diferentes culturas nunca me causou qualquer problema (...). só posso conceber uma vida intelectual assim, completamente livre."






hugo pratt in "o desejo de ser inútil - memória e reflexões" (entrevistas com dominique petitfaux), relógio d'água editores, 2005
imagem: hugo pratt, corto maltese - tango

domingo, março 30, 2008

simpsenigma


desenho: adam simpson, 2004. sem título. desconcertante, é um dos adjectivos que me ocorre quando olho para os desenhos deste artista gráfico. mensagens não lineares, piscares de olho à complexidade da natureza humana. parece-nos que entendemos a mensagem, mas não conseguimos traduzi-la integralmente por palavras. o site de adam simpson, onde cheguei via (non) 2, merece uma visita demorada. fico curioso de saber a vossa (tentativa de) interpretação do desenho acima.

quinta-feira, março 27, 2008

human zoo

será esta a perfeita imagem da humanidade? cada um na sua ilha, falando a sua própria linguagem, permanentes monólogos autistas?

imagem: human zoo, adam simpson

sábado, janeiro 26, 2008

da vida das árvores #11

.
the tree of life, gustav klimt

sábado, dezembro 29, 2007

se não os podes vencer, junta-te a eles

é inútil tentar fugir à onda de "os melhores do ano" que invade nesta altura tudo o que é veículo de comunicação, blogosfera incluída. todas a gente tem as suas listas preparadas. o und3rblog também. para já, as melhores árvores de natal deste ano.
.
frank visser, via bibliotecário de babel



filipe abranches, via citizen mary

domingo, novembro 25, 2007

evasão #3

ver e ouvir o mundo no feminino.






evening star III, 1917


nude VIII, 1917


blue and green music, 1919


music pink and blue II, 1919


red canna, 1923


from the lake I, 1924


the shelton with sunspots, 1926


black iris II, 1926


abstraction blue, 1927


radiator building night, 1927


horse skull on blue, 1930


cow skull with calico roses, 1931


eagle claw and bean necklace, 1934


white shell with red, 1938


an orchid, 1941


pelvis III, 1944


goat's horn with red, 1945


brooklyn bridge, 1949


winter road I, 1963





pinturas de georgia o'keeffe
música: mimi goese, believers


sábado, novembro 03, 2007

evasão #2

transpôr as barreiras do visível. beber as cores. projectar os labirintos do sonho, embalado por sons neuronais.


























































desenhos: moebius

música: underworld, glam bucket



quarta-feira, outubro 24, 2007

evasão #1

rasgar janelas de papel e voar nas cordas do violoncelo.
.
.
.
étude vert, 1929

zebrák, 1939

étude de mouvement, 1939

catch, 1945

zèbres, 1950

yapoura, 1951


imagens: victor vasarely
música: elsiane, in a crisis