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segunda-feira, junho 09, 2008

olheiro

para quem não conhece, o olhares é dos melhores sites de fotografia que existem na net. e sim, é português. está recheado de gente que gosta de fotografia, vive fotografia, respira fotografia. embora eu não viva fotografia nem respire fotografia, sempre gostei de brincar com as imagens captadas. fotografias que vou tirando aqui e ali, principalmente em momentos de férias e de relax. o olhares é também uma comunidade muito interessante, em que as fotografias expostas são votadas e comentadas pelos outros utilizadores, criando-se um ambiente bastante amigável e de partilha de experiâncias e dicas. como dizem por lá, é dos poucos sítios onde as pessoas se tornam conhecidas pelo que fazem e não pelo que têm. tudo isto para dizer que me tornei olheiro. sem qualquer pretensão, vou colocando imagens captadas e trabalhadas por mim. a culpa é vossa, dos leitores deste blog, que não comentam as fotografias que de vez em quando coloco aqui... para quem quiser, a minha galeria de olheiro pode ser vista aqui. ainda é pequenina, mas vai crescer. já agora aproveitem e passeiem pelo sítio, porque vale mesmo a pena.

terça-feira, junho 03, 2008

pagava uns milhões, se os tivesse...

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Photobucket

o primeiro americano a passear no espaço, faz hoje 43 anos. edward white teve o prazer de sentir esta sensação que deve ser única. a minha única grande frustração por não ser multimilionário é saber que é altamente improvável vir a ter a sensação de ver do espaço este calhau que habitamos. inveja da mais pura.
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quarta-feira, maio 28, 2008

excertos dos cadernos de viagem do famoso explorador nélio na sua expedição a palma de mallorca #1

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quarta-feira, 21 de maio de 2008

que faço eu num avião cheio de alemães que falam como se estivessem a beber café a ferver? certamente é isto a europa que tanto se apregoa. voar de faro para palma de mallorca, de portugal para espanha, numa companhia com nome de capital alemã, num avião cheio de alemães. a europa é isto. observo estes alemães e, não fosse a maior prevalência do olho azul e do cabelo palha, poderiam ser portugueses. somos tão parecidos. o povo, o povinho, é todo igual. as atitudes, os trejeitos, a indumentária, os jornais desportivos e as revistas cor-de-rosa, a irrequietude das crianças, as mães preocupadas e vigilantes, os pais aparentemente alheios mas sempre controladores.

na loja de revistas do aeroporto de faro há uma estante de discos com oito prateleiras. cinco com discos da mariza, duas e três quartos com discos da amália e o quarto restante com discos da teresa salgueiro. rodrigo leão, a naifa, camané, dead combo, certamente melhores embaixadores da portugalidade do século 21, estão pura e simplesmente ausentes. somos mesmo maus a promover-nos.

quarta-feira, maio 21, 2008

até já

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nos próximos dias vou andar por aqui.

segunda-feira, maio 19, 2008

dilema

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gosto tanto dos 3 primeiros filmes que estou com um medo terrível de ir ver este. o imaginário de indiana jones apanhou-me naquela fase de crescimento em que temos ídolos a sério, personagens que queremos ser quando formos adultos e cujas características acabamos por incorporar na nossa personalidade à custa do esforço de imitação. o humor, a nobreza de carácter, a coragem e uns pós de trapalhice. o medo de ver este, começa logo pelo título, que me soa a pastiche, a triste cópia de si mesmo. e se eu não gostar de um filme do indiana jones, como vou conseguir viver com isso? é que não ir ver está absolutamente fora de questão, conseguia lá eu resistir a esse apelo juvenil...

domingo, maio 18, 2008

um post estilo josé luís peixoto

hoje precisava de uma infusão contínua de cafeína.
hoje precisava de uma infusão contínua de cafeína.
a sensação é: apenas metade das sinapses estão funcionantes: apenas metade dos circuitos estão funcionantes. a sensação é: tenho sono: dormi pouco: não dormi o suficiente.
hoje precisava de uma infusão contínua de cafeína.



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terça-feira, maio 13, 2008

companhia imaginária de música

não tenho tido tempo para este blog. tenho estado ocupado a preparar um novo espaço.


sábado, fevereiro 16, 2008

para que conste


faltou aqui o registo de um prazer simples, satisfeito pela primeira vez este ano. lanchar e tomar um café com cigarro, sem ser no recato do lar ou exposto ao vento frio que teima em se fazer sentir cá por baixo. o café aliança (o mais antigo de faro e o terceiro a nível nacional, segundo rezam as crónicas) é o único espaço da baixa da cidade que permite a fruição deste pequeno nada. na sua simpática sala de entrada, reproduzida na fotografia acima. foi no dia mais piroso do ano (s. valentim) e estava muito bem acompanhado.

foto pilhada por aí

terça-feira, fevereiro 12, 2008

debate

debato-me muitas vezes, como qualquer comum mortal, com esta questão do tempo. Como preencher todas as necessidades do meu espírito inquieto, como conciliar trabalho, família, vida a dois, impulsos criativos, exercício físico, os hobbies, a blogosfera e o lazer. somos escravos desta necessidade de fazer coisas, alimentamos a ilusão de que somos felizes fazendo coisas e transformamos os nossos dias em correrias constantes com tempos contados, como se em vez de um só fossemos múltiplos, com existência temporária, aparecendo e desaparecendo conforme as necessidades. em mim vivem um marido, um pai, um médico, um desportista, um músico, um jardineiro, um amigo, um cinéfilo, um internauta, um bibliófilo, um devorador de música, um pensador solitário. às vezes, é gente demais.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

atmosphere

pois bem, já vi o control do anton corbijn, o biopic sobre ian curtis. a espera foi longa (3 meses, convenhamos, é uma eternidade hoje em dia, principalmente tendo em conta que entretanto estrearam simultâneamente em faro e em lisboa umas quantas dezenas de produções a metro, só porque são de origem norteamericana) e as expectativas foram aumentando à medida que muitos dos blogs que leio se iam desfazendo em elogios desmedidos em relação ao filme. todos os adjectivos que li se confirmaram. soberbo, simplesmente arrebatador. pelo filme, por curtis e pelo seu percurso trágico. pelo preto e branco, que de outra forma não faria sentido ser filmado.

se muitos descobrem agora ian curtis e os joy division, para mim foi uma forma de regressar ao passado e reviver tempos idos em que o negro e os sobretudos até meio da perna eram obrigatórios na indumentária. o fenómeno curtis/joy division apanhou-me no final da adolescência, lisboa, universidade. os primeiros acordes de atmosphere serviam de genérico ao programa que faziamos na primeira grelha da rádio universidade tejo e que dava pelo pomposo nome de os poetas do impossível. passei hoje (ontem) o dia a ouvir unknown pleasures, closer e substance. em cd, porque o vinil das primeiras edições portuguesas já não se aguenta na agulha e a edição em duplo single de love will tear us apart, que conservo religiosamente, serve mais de bibelot que de outra coisa. repesquei também da estante a edição bilingue da lírica de curtis para os joy division que a assírio & alvim incluiu na sua colecção rei lagarto, no longínquo ano de 1983, no auge da formação do mito. na mitologia própria dos 20 anos, curtis foi um dos meus ícones. nenhuma idade é tão propícia à atracção do abismo, e curtis foi realmente um óptimo emissário desse estado de espírito indizível. versos como heart and soul, one will burn, ou here are the young men, a weight on their shoulders, ou people like you find it easy, fazem realmente sentido quando se descobriu recentemente a existência, a fragilidade da existência, quando todas as dúvidas se acumulam, quando não há passado nem futuro.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

momento emo

parece que o post anterior foi o meu momento emo (lê-se imou). descobri, em conversa com os meus filhos, que parte dos adolescentes actuais é designada como imous. surge a designação por encurtamento da palavra inglesa emotional. emo, de emotional people. depois dos hippies, dos freaks, dos punks, dos urbanodepressivos, dos neoromânticos, dos betos, dos grunges, dos góticos, dos dreads e de todas as variantes, cruzamentos e reciclagens, temos também os emos. têm farda e maquilhagem próprias como código de identificação do grupo. serei um eterno adolescente?

quarta-feira, janeiro 16, 2008

palavras

palavras. apetecia-me encher este blog de palavras. as palavras com que penso, as palavras com que me rio de um mundo que não consigo levar a sério para não transportar aos ombros todo o peso que uma reflexão séria acarretaria. uma reflexão sobre o homem, esse bicho maldito que recusa a sua condição de bicho, maravilha e aberração. temos que ser assim? cegos, não enxergando um palmo à frente do nosso umbigo?
palavras. apetecia-me encher este blog com todos os pensamentos que me ocorrem nos momentos mais inesperados do dia. mesmo os mais inconfessáveis, para lavar os cantos mais recondidos do meu eu. os mais calorosos, para gritar ao mundo que sou ser sensível e que canto, que rio, me maravilho, mas também choro. abrir as mãos em torrente e deixar escorrer sobre o teclado toda a complexidade que cabe dentro de um ser humano, que se preocupa em ser e manter-se apenas, também e principalmente isso: humano.
mas a blogosfera é espaço de bicho-homem, com todas as vicissitudes e toda a feira de vaidades que a criatura sempre arrasta atrás de si. e temos que compor a personagem que por
aqui habita. não se anda nu na blogosfera, como não se anda nu fora dela. ensaiam-se poses, práticas, defendem-se imagens, retocam-se posturas. mesmo assim, apetecia-me encher este blog de palavras.

terça-feira, janeiro 08, 2008

constatação #32

não me consigo levar a sério.

domingo, novembro 18, 2007

sms

se há coisa que me dá gozo na vida são os processos dinâmicos e as intercepções desses processos dinâmicos, que são o que fazem, afinal, o nosso mundo relacional. somos bichinhos que gostam de trocar. coisas, objectos, carinho, afecto.

segunda-feira, outubro 01, 2007

dia mundial da música



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gosto de estruturas complexas, de harmonias difíceis, de ritmos compulsivos e hipnóticos, de melodias desconhecidas. mas gosto também de músicas depuradas até à sua essência, dos espaços de silêncio entre os sons. gosto de ideias novas, de territórios pouco explorados, da miscigenização, do cruzamento de linguagens, do inclassificável. grande parte de mim é música, vive da música. por muito que me atraiam as palavras, é na música que encontro repouso perfeito, reconforto, plenitude. sempre foi assim, e sempre assim será, mesmo que um possível retrocesso tecnológico da humanidade me prive dos registos actuais que servem de veículo à difusão da música. uma simples sucessão de sons desperta em mim uma melodia. qualquer cadência de sons prolonga-se interiormente, adquire estrutura e transforma-se num ritmo. vivo música, respiro música. não ligo a estilos. ao longo dos anos já me fixei na pop, no rock, no jazz, na world, na clássica, na contemporânea, no hip-hop, no lounge, no trance, na barroca, na antiga, na tribal, na indie, na alternativa e em todas as outras gavetinhas com etiquetas diversas, em que os críticos se esforçam por compartimentar a música. e em todas elas encontrei motivos de surpresa, de deleite, de prazer profundo. gosto de sons novos, diferentes, daqueles que a princípio se estranham e depois se entranham. mas gosto também dos sons que transportam e evocam as culturas que os viram nascer há muito tempo.
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e depois há aquelas músicas que nos tomam pelas entranhas, percorrem cada fibra nossa e provocam estados emocionais que as palavras não abarcam. músicas que anulam qualquer racionalidade, que nos transportam e nos prendem a cada nova batida, a cada novo acorde. que nos fazem sair do tempo e nos deixam suspensos num lugar semelhante ao vácuo. apenas a música e a nossa percepção, ela, a música, a fluir pelos poros, pelas artérias, pelos neurónios. são momentos únicos na existência. atingem a transcendência.
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há uma música interior que nunca me abandona, que se constrói com os sons do quotidiano. há uma música interior que nunca se cala, que me acompanha em qualquer situação, feita de retalhos sonoros que se estruturam. a mais pura das artes, a mais etérea.
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banda sonora: eno+byrne - regiment; the cinematic orchestra - all things; the cure - all cats are grey

segunda-feira, setembro 10, 2007

fim de férias

a afirmação pode ser chocante, mas eu gosto de trabalhar. mais do que aquilo que faço especificamente, gosto de sentir que contribuo para a vida colectiva e preocupo-me que essa contribuição tenha qualidade. podem pensar à vontade que me estou a armar em qualquer coisa, nunca me regi pelo que os outros pensam.

sexta-feira, julho 20, 2007

sobre a especialização

admiro profundamente as pessoas especializadas. em qualquer assunto. a começar pelas pessoas especializadas em futebol, que conseguem ter conversas do tipo lembras-te daquele golo em 1989 na 4ª jornada da liga (perdão, nessa altura era apenas a 1ª divisão). também admiro os especializados em cinema, que sabem de cor todos os filmes realizados pelo visconti ou pelo hitchcock, os especializados em literatura, em filosofia, em banda desenhada, música, jardinagem, política, por aí a fora. gosto principalmente daquele arquear de sobrolho e olhar reprovador quando confessamos que não, não nos lembramos daquele golo, não vimos aquele filme, nunca lemos o ulisses do joyce, não sabemos de cor nenhuma citação do nietzche, não sabemos a ordem cronológica da obra de hergé nem dos álbuns dos u2, não reconhecemos um pelargonium ou não nos lembramos de quantos cargos já ocupou o santana lopes. nesse momento estamos fora. a questão é que eu gosto de futebol, de cinema, gosto de ler, gosto de filosofia, adoro música e banda desenhada, gosto de jardinar e de política, mas nunca me consegui especializar. sei lá, a vida é tão diversificada, a actividade criativa do bicho-homem é tão vasta e as solicitações são tantas que, quando começo a mergulhar num universo, há logo outro que me fascina e que me impede de proceder à tal especialização.

quinta-feira, julho 12, 2007

indizível | constatação #21

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há uma magia indizível nestes cair de tarde de verão, quando as paredes das casas libertam o calor armazenado durante o dia e os degraus de pedra das soleiras das portas são refúgios expostos à fresca aragem que chega do mar.

foto de jeffrey becom, batentes metálicos em forma de mão, tavira.

quinta-feira, julho 05, 2007

(don't) analyse

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por vezes há músicas que se colam aos nossos dias e que não param de rodar no leitor. por vezes são músicas acabadas de descobrir, outras vezes são músicas que quase se poderia dizer virem ter conosco, quererem habitar o mesmo espaço. estão em sintonia com o nosso interior, ou pelo menos com parte do nosso interior. analyse do thom yorke, colou-se-me nos últimos dias. este quase lamento grandiloquente, este arrastar das palavras, este "there's no time to analyse". aqui descubro serenidade, uma sensação de sintonia, o belo e o sublime.


passo de lado o "they get you down", deixo para adolescentes fascinados com o lado negro da existência, poderia dizer que já dei para essa causa. there's no time to analyse, and there's no will, acrescentaria. quem gosta da vida analisada, definida, com contornos tipo lentes essilor? precisamos sempre do desconhecido, até em nós próprios. gosto deste piano que sem se impor sustenta toda a música. gosto desta batida coração pulsátil, gosto desta electrónica humanizada. gosto da côr azul que se desprende destes sons.

( desenhos de stanley donwood para a capa de the eraser)

segunda-feira, julho 02, 2007

born on the 2nd of july

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2 de julho é o 183º dia do ano no calendário gregoriano (184º em anos bissextos). faltam 182 para acabar o ano. por haver 182 dias antes e 182 depois, este é o dia do meio do ano (182+1+182=365). sendo o dia oposto à passagem do ano, poderia ser conhecido como o dia do meio ou o dia do oposto. gosto de qualquer das hipóteses.

455 - giserico, rei dos vândalos, entra em roma e saqueia a cidade durante quatorze dias.
1502 - um furacão destrói a cidade de santo domingo, a primeira fundada pelos espanhóis na América.
1798 - expedição militar francesa ataca o egipto. napoleão bonaparte toma alexandria de assalto.
1860 - fundação da cidade de vladivostok.
1877 - nasce hermann hesse.
1897 - guglielmo marconi patenteia o rádio.
1900 - primeiros testes do dirigível zeppelin.
1903 - cuba aluga aos e.u.a. a baia de guantánamo, para a construção de uma base naval.
1928 - um decreto concede o direito de voto sem restrições às mulheres no reino unido.
1944 - segunda guerra mundial: a Alemanha lança sobre a Inglaterra os primeiros mísseis utilizados na história, os v-1.
1964 - violentas manifestações nos e.u.a. entre a população negra de new york, new jersey, chicago e filadélfia. o presidente johnson assina a lei de direitos civis, que proibe a segregação em locais públicos.
1966 - a frança realiza a sua primeira experiência atómica no atol de mururoa.
1976 - reunificação do vietname.
2000 - fim da hegemonia do partido revolucionário institucional, que governou o méxico durante 71 anos, ao ser vencedor nas eleições presidenciais o candidato do partido de acção nacional, vicente fox.
2005 - principal dia do espectáculo live 8, organizado por bob geldof.

não é um dia qualquer...